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Mercado digital concilia empreendedorismo e maternidade

Por Gabriela Borges · Ter, 5 de maio · 3 min de leitura

Mercado digital concilia empreendedorismo e maternidade
Coleção da Girow para o público infantil | Foto: Divulgação

Conciliar as ambições profissionais com o cuidado dos filhos é um desafio para muitas mulheres. O mercado digital, no entanto, oferece flexibilidade para que mães empreendedoras possam administrar o tempo com os filhos sem abrir mão dos negócios. Criação de e-commerce, consultorias, infoprodutos e brechós virtuais são algumas das oportunidades que permitem uma melhor gestão do tempo e podem gerar maior faturamento e qualidade de vida.

Pesquisa do Sebrae de 2024 apontou que a necessidade de cuidar dos filhos influenciou 68% das mulheres na abertura de seus próprios negócios. Segundo o gestor de Mercado Digital do Sebrae, William Almeida, o mercado digital é uma alternativa real para mulheres que querem empreender de casa, ter mais flexibilidade e ficar mais próximas dos filhos. Ele afirma que vender pela internet não exige, de início, grande estrutura, loja virtual cara ou conhecimento avançado em tecnologia. O começo pode ser simples: bom atendimento pelo WhatsApp, catálogo organizado, fotos bem-feitas, presença nas redes sociais, meios de pagamento seguros e clareza sobre entregas, trocas e preços.

Esse foi o caminho escolhido por Luciana Garbin e Marcella Ciasca, mães de Martina e Helena. Em fevereiro deste ano, elas abriram a Girow, primeira plataforma on-line brasileira especializada em venda, compra e aluguel de roupas e acessórios infantis. Marcella destaca que o olhar de mãe foi o diferencial do negócio, pois entendem dores que nenhum estudo de mercado explica com tanta precisão. Ela ressalta que só uma mãe sabe o quanto uma criança perde roupa rapidamente e o quanto se investe em peças quase não usadas. A empresa espera chegar ao final de 2026 com mais de R$ 2 milhões em movimentação entre vendas e locações.

Para Luciana, mais do que vender e alugar, o negócio ajuda mães a monetizar ativos esquecidos em casa, gerando autonomia, reforço no orçamento e incentivo a novos projetos pessoais. Marcella completa que construir a Girow prova que maternidade e ambição de empreender podem caminhar juntas, permitindo estar presente nos momentos importantes dos filhos e dando exemplo de visão de mundo e sustentabilidade.

Orientações do Sebrae

O gestor William Almeida orienta que empreender no digital não precisa ser complicado, mas estratégico. A mãe empreendedora pode começar pequeno, de casa, com organização e ir profissionalizando aos poucos. O Sebrae apoia nessa jornada, ajudando a entender o público, estruturar a oferta, melhorar a presença digital, escolher canais, calcular preços e organizar a gestão. Algumas dicas incluem: escolher um público específico, como roupas infantis de festa ou brechó para bebês; usar o WhatsApp como ferramenta de venda com catálogo e mensagens automáticas; caprichar nas fotos e descrições para gerar confiança; começar com estrutura enxuta, testando a aceitação com poucos produtos; e testar canais de venda aos poucos, começando pelo WhatsApp e Instagram.