Empreender transforma vidas de mulheres e comunidades
Por Gabriela Borges · Qui, 13 de agosto · 3 min de leitura

O empreendedorismo feminino no Brasil reúne diferentes histórias, origens e formas de atuação. Próximo ao Dia Nacional da Mulher Empresária, celebrado em 17 de agosto, a Agência Sebrae de Notícias apresenta as trajetórias de três mulheres que mostram como abrir um negócio pode ir além da criação de uma empresa. Para elas, empreender significou transformar dificuldades em oportunidades, conquistar independência financeira e gerar impacto na família e na comunidade.
As histórias são da baiana Josenice Rosa Lima Carvalho, conhecida como Jô Lima, da gaúcha Lucia Burille e da fluminense Viviane Queiroz da Silva Gonçalves. As três encontraram no Sebrae apoio para melhorar a gestão, ampliar os negócios e consolidar seus empreendimentos. Dados do Sebrae indicam que o empreendedorismo feminino cresceu quase 30% na última década, alcançando o maior nível da série histórica.
Entre as soluções oferecidas pela instituição estão o programa Sebrae Delas, consultorias, capacitações, mentorias e o Fampe Mulher, que garante a cobertura de 100% das operações de crédito feitas por mulheres em bancos conveniados.
Trajetórias de superação
Em Salvador (BA), Jô Lima começou a empreender após fazer um curso de cabeleireira. O que seria uma fonte de renda extra se tornou um negócio próprio. Ela enfrentou dificuldades para conseguir crédito e episódios de racismo estrutural depois que instalou seu salão em uma área nobre da capital baiana. Com o suporte do Sebrae Delas e do Fampe Mulher, ela estruturou a empresa, ampliou a presença digital e conseguiu capital de giro. Hoje, além do estúdio de beleza, comanda a Jô Lima Academy, espaço onde ensina outras mulheres a montar seus próprios negócios.
No Rio Grande do Sul, Lucia Burille cresceu observando a mãe e a avó prepararem geleias e compotas. Formada em Engenharia de Alimentos, ela deixou um cargo de gestão para criar a Fornello di Luccia, indústria de geleias e antepastos artesanais instalada no Vale dos Vinhedos. O negócio começou em um contêiner de seis metros quadrados e hoje vende para diversos estados brasileiros e para países como Japão, Itália, Alemanha, Portugal, Canadá e Estados Unidos. Após as enchentes que atingiram o estado, ela contou com consultorias e programas de aceleração do Sebrae para reposicionar a empresa e abrir novos mercados.
Em Duque de Caxias (RJ), Viviane Queiroz encontrou na confeitaria um caminho para recomeçar. Depois que um incêndio destruiu a loja do pai, ela passou três anos aprendendo a fazer bolos na cozinha da sogra de um amigo. O pai então entregou a ela as chaves de uma antiga loja da família para que abrisse o próprio negócio. Assim nasceu a Os Bolos da Vivi. No início, ela cuidava de toda a produção, do atendimento e das finanças sozinha. Após participar do Sebrae Delas, reorganizou a gestão e expandiu a empresa. Atualmente, tem duas unidades e emprega 12 colaboradores com carteira assinada.
Para Geórgia Nunes, gerente da Unidade de Empreendedorismo Feminino, Diversidade e Inclusão do Sebrae, apoiar mulheres empreendedoras contribui para o desenvolvimento econômico e social do país. Segundo ela, a instituição busca oferecer uma jornada de apoio contínua, com capacitação, consultoria, orientação técnica, acesso ao crédito e fortalecimento de redes de apoio, para que mais brasileiras possam transformar seus negócios em empresas estruturadas e geradoras de renda.