Startups do Norte e Centro-Oeste criam soluções para o SUS
Por Gabriela Borges · Qui, 16 de julho · 2 min de leitura

Três deep techs brasileiras das regiões Centro-Oeste e Norte foram selecionadas para a etapa nacional do Desafio Tecnológico para o Sistema Único de Saúde – Hackathon SUS. O evento ocorreu no Hospital Universitário de Brasília nesta quinta-feira (16). Duas das startups foram apoiadas pelo Sebrae por meio do programa Catalisa ICT: BioSpin Nanotech e Smart SAAG.
As deeptechs selecionadas na etapa regional são: Smart Saag (RO), Biotech Tecnologia Genômica Especializada (GO) e BioSpin Nanotech (AM). O objetivo do desafio é incentivar o desenvolvimento de soluções tecnológicas voltadas à área de oncologia que possam ser aplicadas ao Sistema Único de Saúde (SUS).
As empresas apresentaram pitches e foram avaliadas por uma banca composta por especialistas indicados pelo Ministério da Saúde e HU Brasil, além de especialistas em empreendedorismo e mercado indicados pelo Sebrae. O gerente de inovação do Sebrae Nacional, Paulo Renato Cabral, afirmou que a instituição atende 25 mil startups em todo o país, sendo que a segunda maior carteira é de saúde e qualidade de vida, com 3 mil startups vocacionadas que atuam direta ou indiretamente com o tema.
Para o fundador da Smart Saag, David Maciel, o apoio do Catalisa ICT transformou o produto final. Ele destacou a importância do desenvolvimento, da metodologia do Sebrae e da capacitação para conseguir desenvolver qualquer tecnologia. No fim da etapa nacional, em dezembro de 2026, as melhores soluções serão premiadas com recursos do Ministério da Saúde: R$ 100 mil para o primeiro lugar, R$ 50 mil para o segundo e R$ 30 mil para o terceiro.
O Hackaton SUS é resultado de um Acordo de Cooperação Técnica (ACT) firmado entre o Sebrae, os ministérios da Saúde e do Desenvolvimento, Indústria e Comércio (MDIC), a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), a HU Brasil e a Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS). Com execução prevista até abril de 2027, o evento vai acelerar e premiar deep techs brasileiras da área da saúde que desenvolvam dispositivos médicos e soluções tecnológicas para desafios reais da oncologia, com potencial de impacto social, escalabilidade e sustentabilidade econômica.
Além do reconhecimento financeiro, as participantes terão acesso a mentorias, capacitações e ambientes de experimentação, ampliando as chances de validação e incorporação das soluções ao SUS. A parceria também prevê a capacitação de pequenas empresas inovadoras em aspectos regulatórios, tanto em relação às exigências da Anvisa quanto aos requisitos para incorporação de tecnologias no SUS.