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Produtos com IG ganham mercado internacional no Connection Terroirs

Por Gabriela Borges · Seg, 15 de junho · 3 min de leitura

Produtos com IG ganham mercado internacional no Connection Terroirs
Carlos Macedo

O Connection Terroirs do Brasil, realizado em Gramado (RS) entre os dias 10 e 13 de junho, terminou com um saldo positivo para os empreendedores participantes. O evento, que reúne produtos com o selo de Indicação Geográfica (IG) concedido pelo Instituto Nacional da Propriedade Industrial (INPI), teve a projeção de quase R$ 6 milhões em negócios.

Durante os quatro dias, representantes de 56 produções com IG estiveram presentes, abrangendo segmentos como queijos, vinhos, cacau, embutidos, artesanato, frutas e açaí. Desse total, 18 participavam do evento pela primeira vez. O Brasil conta atualmente com 161 produtos certificados com o selo.

Paula Gripp, diretora da Associação dos Produtores Especiais do Caparaó, da IG Cafés do Cerrado, destacou os resultados da rodada de negócios. Ela afirmou que já recebeu mensagens de clientes interessados no café, que é naturalmente doce e sensorialmente diverso. Segundo ela, a IG funciona como uma “carteira de identidade” que certifica a condição de café especial.

Sheila Zanette, presidente da Associação dos Produtores de Maçã e Pera de Santa Catarina, da IG Maçã Fuji de São Joaquim (SC), disse que o evento permite mostrar o produto para consumidores e compradores. Ela explicou que a região de São Joaquim é responsável por 36% da maçã produzida no Brasil e que os produtores, em sua maioria pequenos, precisam de oportunidades como essa para expandir os negócios.

Ketlyn Coutinho, gerente comercial da Cooperativa dos Produtores Extrativistas do Bailique e Beira Amazonas (AP), da IG Açaí do Bailique, afirmou que novos horizontes surgiram após a conquista da IG no ano passado. Ela informou que a cooperativa está fechando uma venda para a China e que um comprador da Austrália demonstrou interesse no açaí liofilizado, produto que é o carro-chefe da cooperativa atualmente.

Liane Castilhos, apicultora em Camará (RS) e produtora do mel de melato de bracatinga, que tem IG reconhecida em municípios dos três estados do Sul, contou que o produto ganhou valor agregado de cerca de 30% após a certificação. Ela explicou que o mel, que antes era descartado, hoje é procurado por suas qualidades únicas.

Núbia Medeiros, da Associação de Produtores de Queijo Minas Artesanal do Cerrado, da IG Queijo do Cerrado, participou do evento pela primeira vez. Ela disse que a troca de contatos e a oportunidade de apresentar o queijo para pessoas de todo o país foram gratificantes. Ela deixou o emprego na prefeitura há um ano e meio para se dedicar exclusivamente à produção de queijos.

Simone Bica, presidente da Associação dos Produtores de Doces de Pelotas, da IG Doces de Pelotas, afirmou que a IG é um diferencial importante para a exportação, pois funciona como uma garantia de qualidade. Ela destacou que a rodada de negócios foi “incrível” e que o Sebrae tem auxiliado na melhoria da logística dos envios.