Economia criativa: como transformar arte em negócio sustentável
Por Gabriela Borges · Sáb, 1 de agosto · 2 min de leitura

O presidente do Sebrae, Rodrigo Soares, visitou o Polo de Referência em Economia Criativa ‘Crie Sebrae’ e uma unidade do programa Fábricas de Cultura em São Bernardo do Campo. A ação faz parte de uma parceria que busca apoiar artistas, músicos, estilistas, ilustradores e desenvolvedores de games a transformarem seus talentos em negócios sustentáveis.
Muitos profissionais desse setor não se reconhecem como empreendedores e enfrentam dificuldades para estruturar suas atividades como fonte de renda. Na produção musical, por exemplo, quase 50% do mercado é composto por artistas independentes. Esses profissionais acumulam funções de criação, produção, marketing e administração financeira.
Para ajudar nesse cenário, o Sebrae-SP lançou o Polo de Referência em Economia Criativa ‘Crie Sebrae’. O programa oferece mentorias individuais, cursos, consultorias e fóruns para gestores públicos. A iniciativa também busca democratizar o acesso a políticas de incentivo à cultura, como as Leis Paulo Gustavo e Aldir Blanc.
Rodrigo Soares afirmou que o polo contribui para a realização dos sonhos desses empreendedores. Ele destacou que o setor representa quase 4% do PIB brasileiro. O programa, inicialmente focado em audiovisual, moda e games, já atendeu mais de 5 mil empreendedores. Mais de 250 micro e pequenas empresas participaram de ações de internacionalização, com impacto de mais de R$ 60 milhões em potencial de negócios entre 2024 e 2025.
O desenvolvedor de games Antônio Willian Barros Lima contou que o Sebrae o levou para a Gamescom, principal evento da indústria de jogos virtuais, onde participou como expositor e palestrante.
A parceria com as Fábricas de Cultura do estado de São Paulo ampliou o alcance do programa. O diretor-superintendente do Sebrae-SP, Nelson Hervey Costa, disse que a política pública pode ser replicada em todo o Brasil. A visita à Fábrica de Cultura de São Bernardo do Campo ocorreu na sexta-feira, 31 de julho. A unidade é administrada pela Organização Social Catavento, representada por Aline Canciani e Jacques Kann.
A diretora de formação Aline Canciani explicou que a ideia é que os jovens saiam das oficinas com a intenção de estudar e tenham futuro na área da cultura. A unidade atende, em média, 150 mil pessoas por ano. No total, são 16 unidades das Fábricas de Cultura, sendo 10 na capital paulista e seis em municípios da região metropolitana e da Baixada Santista.
Ao final da visita, o presidente do Sebrae reforçou a importância de apoiar os talentos formados nas fábricas de cultura para que possam empreender e ter acesso a uma renda digna.