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Economia criativa: como transformar arte em negócio sustentável

Por Gabriela Borges · Seg, 3 de agosto · 2 min de leitura

Economia criativa: como transformar arte em negócio sustentável
Presidente do Sebrae Rodrigo Soares (fotos:Túlio Vidal)

O Sebrae-SP, com apoio do Sebrae Nacional, lançou o Polo de Referência em Economia Criativa ‘Crie Sebrae’ para apoiar artistas, músicos, estilistas, ilustradores e desenvolvedores de games. O objetivo é ajudar esses profissionais a transformarem sua arte em negócios sustentáveis, por meio de mentorias, cursos, consultorias e fóruns para gestores públicos.

O setor da economia criativa representa quase 4% do PIB brasileiro. “O Polo de Economia Criativa veio contribuir para a realização dos sonhos desses empreendedores”, afirma o presidente do Sebrae, Rodrigo Soares.

O programa é focado nas áreas de audiovisual, moda e games. Entre 2024 e 2025, já atendeu mais de 5 mil empreendedores, apoiou mais de 250 micro e pequenas empresas em ações de internacionalização e gerou mais de R$ 60 milhões em potencial de negócios.

O desenvolvedor de games Antônio Willian Barros Lima participou da Gamescon, principal evento da indústria de jogos virtuais, a convite do Sebrae. “O Brasil tem grandes talentos na produção de jogos. E o Sebrae me deu a oportunidade de participar de eventos do setor, na condição de expositor e palestrante”, conta.

O alcance do programa foi ampliado pela parceria com as Fábricas de Cultura do estado de São Paulo. “É uma política pública que pode ser replicada em todo o Brasil, ajudando aqueles que mais precisam”, diz Nelson Hervey Costa, diretor-superintendente do Sebrae-SP.

Na manhã da sexta-feira, 31 de julho, o presidente do Sebrae e o time do programa visitaram a Fábrica de Cultura de São Bernardo do Campo. A unidade é administrada pela Organização Social Catavento e oferece programação cultural gratuita para a população de baixa renda.

“A ideia é que os jovens saiam das oficinas com a intenção de estudar e tenham futuro na área da cultura”, ressalta Aline Canciani, diretora de formação. Segundo ela, cerca de 150 mil pessoas são atendidas por ano apenas na unidade de São Bernardo do Campo.

No total, são 16 unidades das Fábricas de Cultura, sendo 10 na capital paulista e seis em municípios da região metropolitana e da Baixada Santista. Ao final da visita, Rodrigo Soares destacou a importância de apoiar os talentos formados nas fábricas para que possam empreender e ter acesso a uma renda digna.

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