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Pequenos negócios geram 81% dos empregos formais

Por Gabriela Borges · Qua, 20 de maio · 2 min de leitura

Pequenos negócios geram 81% dos empregos formais
Fotos: Divulgação

Dados do Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social (MDS) indicam que os pequenos negócios têm relação direta com a redução das desigualdades e da pobreza no Brasil. Nos dois primeiros meses de 2026, o saldo positivo de empregos formais foi de 370,3 mil vagas. Desse total, 81,2% (300 mil) foram preenchidas por pessoas inscritas no Cadastro Único para Programas Sociais (CadÚnico). Entre esses, 56% eram beneficiários do Bolsa Família.

Desde o início de 2023, as microempresas (ME) e empresas de pequeno porte (EPP) são responsáveis por cerca de 80% das vagas de emprego geradas no país. Para o presidente do Sebrae, Rodrigo Soares, os números representam a oportunidade de dignidade para muitas famílias. “Os benefícios passaram a ser apenas o apoio, o sustento vem do trabalho, do empreendedorismo que inclui”, afirmou.

Soares também destacou a relevância das micro e pequenas empresas no ciclo econômico atual, conduzido pelo presidente Lula e pelo vice-presidente Geraldo Alckmin, com inflação controlada nos últimos anos.

Uma parceria entre o Sebrae e o MDS mostrou que beneficiários de programas sociais inscritos no CadÚnico têm optado por empreender após ingressarem na plataforma. Do total de microempreendedores individuais (MEIs) que estão no CadÚnico, 55% (2,5 milhões) começaram a empreender após a inscrição.

Até outubro do último ano, das 95,3 milhões de pessoas inscritas no CadÚnico, 4,6 milhões eram MEI. Mais de um terço (34,1%) foi atendido pelo Sebrae ao menos uma vez entre janeiro de 2020 e julho de 2025. O apoio da entidade tem gerado resultados: os MEIs do Cadastro que receberam atendimento do Sebrae têm maior percentual de empresas ativas (78,9%) em comparação com os não atendidos (61,5%).

“Ao mesmo tempo em que o governo identifica e acompanha as famílias em situação de vulnerabilidade, o Sebrae oferece apoio técnico e estratégico para esses pequenos negócios. Juntos, criamos possibilidades para que empreendedores transformem oportunidades em resultados concretos”, concluiu Rodrigo Soares.

Regra de proteção do Bolsa Família

Famílias que ultrapassarem o limite de renda para entrada no Bolsa Família, de R$ 218 por pessoa, até o limite de R$ 706, podem permanecer no programa por mais 12 meses, recebendo 50% do valor do benefício. Atualmente, 2,34 milhões de famílias estão na Regra de Proteção.