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Reforma tributária: Empresas se adaptam, mas desafios persistem

Por Gabriela Borges · Qua, 20 de maio · 3 min de leitura

Os primeiros quatro meses de adaptação à reforma tributária mostram que as empresas passaram da fase de monitorar regras para uma atuação mais prática, mas ainda há desafios. Nem todos os contribuintes conseguem cumprir as exigências de destaque dos novos tributos nas notas fiscais, e alguns municípios estão atrasados na disponibilização dos documentos no novo formato.

Luciano Idésio, vice-presidente Latam da Thomson Reuters, e Edinilson Apolinário, diretor de tributos da mesma empresa, falaram sobre o processo. Segundo Idésio, a entrada dos documentos eletrônicos, em janeiro e fevereiro, foi um período de adaptação. As empresas aprenderam o novo desenho dos documentos, principalmente nos layouts municipais da NFS-e. A empresa entregou o primeiro módulo de conciliação, e a contabilização será entregue em maio.

Edinilson Apolinário afirmou que as empresas tiveram muitas dúvidas, mas foram bem na parte de documentos fiscais de mercadorias. Os municípios enfrentam desafios. Muitos não definiram se adotarão o modelo nacional ou local. Vários deixaram a versão antiga e a nova funcionando, o que evitou travamento na emissão.

Idésio explicou que a empresa trabalha para conectar a jornada tributária. Há um motor de cálculo para determinar o tributo e depois os documentos fiscais eletrônicos. A reforma criou a necessidade de um módulo de conciliação, que permite auditar o próprio documento fiscal, evitando erros e facilitando o trabalho do gestor e auditorias futuras.

Edinilson destacou que tudo acontece em tempo real. Não basta receber uma pré-apuração, é preciso criticá-la, olhando as transações nos sistemas internos para saber se a informação do fisco será aceita. Isso deve ser feito diariamente.

Sobre os sistemas federal (CBS) e do IBS, Edinilson disse que o piloto da Receita Federal começou em julho do ano passado, e a apuração assistida é calcada na visão da CBS. O piloto do IBS começou em janeiro. A expectativa é que não haja diferença estrutural, e a empresa prepara a solução para receber informações de sistemas diferentes, com a mesma interface para o usuário.

Idésio comentou que, para grandes empresas, foi proposta uma solução para a cadeia de fornecimento. Como os produtos são feitos para grandes empresas, a proposta para clientes com dificuldades na cadeia foi replicar a solução de forma viável economicamente.

Edinilson afirmou que as empresas estão em outro patamar. Saiu o pensamento de monitorar regras. As legislações estão postas, e o foco agora é em soluções fiscais para navegar no modelo de apuração em tempo real. O segundo ponto é um olhar estratégico, avaliando impacto em pricing e contratos, que já precisam ser renovados com o novo modelo.

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