Escócia: fiéis ou traidores antes da estreia
Por Gabriela Borges · Sáb, 13 de junho · 2 min de leitura
O capitão da Escócia, Andy Robertson, revelou uma forma incomum de preparação para a volta da seleção à Copa do Mundo. O jogador organizou uma partida do jogo “Traidores” (Traitors) para o grupo durante o período de preparação nos Estados Unidos.
O jogo, que envolve identificar “fiéis” e “traidores” no grupo, foi uma estratégia para passar o tempo. Robertson não revelou quem eram os fiéis ou os traidores no elenco, mas explicou o motivo da iniciativa.
“Não é fácil ficar longe da sua família, dos seus filhos. Foi algo para tentar tirar as pessoas dos quartos, dar voz aos mais quietos e aos jogadores mais novos”, disse o jogador de 32 anos. “Essas eram as ideias por trás disso.”
O jogador afirmou que a atividade já havia sido feita antes e foi repetida para evitar que o grupo passasse muito tempo sozinho. “Se funcionou ou não, não tenho certeza, mas certamente nos divertimos”, completou Robertson.
A partida contra o Haiti, em Boston, marca o primeiro jogo da Escócia em uma Copa do Mundo desde 1998. O técnico Steve Clarke destacou a união do grupo como um ponto forte da equipe.
Reforço e cautela
A preparação da Escócia para o jogo contra o Haiti foi reforçada com a volta de Scott McTominay. O meio-campista do Napoli ficou de fora do treino de quinta-feira por causa de um problema estomacal, mas retornou ao campo na sexta-feira. Clarke afirmou que o jogador está em condição “perfeita”.
O técnico, no entanto, evitou tratar McTominay como um talismã. “Tenho 26 superestrelas aqui. Tentar colocar tanta pressão em uma pessoa não é justo”, disse Clarke. “Tudo nos últimos sete anos foi sobre o grupo, a equipe, todos juntos e fazendo sua parte em certos momentos.”
Clarke também pediu cautela em relação ao Haiti, time que ocupa a 83ª posição no ranking mundial. “É importante respeitar o adversário”, afirmou o treinador de 62 anos. “Observamos o Haiti de perto nos últimos seis meses, desde que o sorteio foi feito. Respeitamos as habilidades deles em campo.”
“Desde que se classificaram, eles melhoraram o elenco trazendo jogadores que os tornaram melhores. Acreditamos que sabemos como eles vão jogar, mas qualquer time pode mudar. Eles têm jogadores muito dinâmicos, especialmente no ataque, então temos que ter cuidado”, completou Clarke.