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Damares ameaça deixar campanha de Flávio

Por Gabriela Borges · Qua, 1 de julho · 2 min de leitura

A senadora Damares Alves (Republicanos-DF) ameaça desistir de colaborar com o plano de governo da campanha de Flávio Bolsonaro (PL). A parlamentar, eleita em 2022 com o apoio da ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro, se irritou com os ataques de aliados do presidenciável contra ela e Michelle nas redes sociais. A ofensiva ocorre em meio a uma disputa interna no núcleo bolsonarista.

Como resposta, Damares já avisou que não vai ao encontro de Flávio com lideranças femininas, marcado para esta quarta-feira (1º) em Brasília. Segundo interlocutores, o próximo passo pode ser o recuo total na participação da campanha. A ex-ministra de Jair Bolsonaro havia sido sondada para ajudar na redação de programas de direitos humanos e assistência social.

O convite partiu da correligionária Daniella Marques, ex-presidente da Caixa no governo Bolsonaro. Ela é cotada para ser vice de Flávio. A ideia era um aceno ao eleitorado feminino, principal ponto fraco do pré-candidato. Mas os planos podem naufragar por causa do fogo amigo.

A crise se intensificou depois que Michelle Bolsonaro divulgou um vídeo de 27 minutos na semana passada. Nele, ela critica o enteado e expõe divergências sobre palanques estaduais do PL. Damares saiu em defesa da ex-primeira-dama e tentou apaziguar a relação com Flávio, mas vinha evitando confirmar presença no evento.

A senadora foi cobrada por bolsonaristas e discutiu publicamente com Paulo Figueiredo, aliado de Eduardo Bolsonaro, na rede social X. Figueiredo insinuou que Damares não abraçou a agenda contra o STF e aderiu à “militância feminista”. Oswaldo Eustáquio, outro bolsonarista, chamou Damares de “feminista” e fez insinuações sobre sua vida conjugal, o que a enfureceu.

No vídeo, Michelle denunciou ataques de um “grupo do exterior” à sua vida pessoal e política, em referência a Eduardo e outros “autoexilados”. A crise levou Michelle a renunciar à presidência do PL Mulher na terça-feira (31). Damares divulgou nota dizendo que a aliada “tem uma causa, e não um projeto de poder”.

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