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Crítica de Ebert errou feio sobre personagem da Marvel

Por Gabriela Borges · Ter, 7 de julho · 3 min de leitura

O crítico de cinema Roger Ebert, conhecido por suas opiniões fortes, fez uma avaliação do filme “Thor” (2011) que, com o tempo, se mostrou equivocada em relação a um personagem específico. Em sua crítica, Ebert deu ao filme apenas 1,5 de 4 estrelas e descreveu o longa como “um fracasso como filme, mas um sucesso como marketing”.

Na análise, Ebert criticou o roteiro e os personagens, incluindo o próprio Thor (Chris Hemsworth), chamando-os de superficiais. No entanto, foi sua descrição de Loki, interpretado por Tom Hiddleston, que mais se destacou pelo erro de avaliação. “Loki é tristemente carente de carisma”, escreveu Ebert, acrescentando que o personagem “poderia estar usando um crachá: ‘Oi! Não se pode confiar em mim!'”. O crítico ainda questionou se alguém lembraria de Loki seis minutos após o filme terminar.

A história mostrou que Ebert estava enganado. Loki se tornou um dos personagens mais populares do Universo Cinematográfico Marvel (UCM). Diferente da maioria dos vilões de filmes de super-heróis, que morrem ou desaparecem, Loki continuou aparecendo. O personagem transformou Hiddleston em um símbolo sexual e, em 2021, ganhou sua própria série de TV.

O filme “Thor” apresentou Loki como um vilão simpático. Nos quadrinhos da Marvel, ele sempre foi um trapaceiro malicioso que sentia apenas desprezo pelo irmão. O UCM o transformou em um personagem trágico. O Loki de Hiddleston ama sua família, especialmente o pai Odin (Anthony Hopkins). Ele quer o trono de Asgard não por poder, mas porque sente que Odin sempre o preteriu em favor do irmão mais velho.

A virada acontece quando Loki descobre que não é um asgardiano de verdade, mas sim um gigante de gelo de Jotunheim, abandonado quando bebê e criado por Odin. Para ele, o suposto favoritismo do pai por Thor faz sentido com essa revelação. Mesmo assim, Loki não trai a família de imediato: tenta destruir Jotunheim para provar a Odin que é um verdadeiro asgardiano e um príncipe digno.

Em 2012, em “Os Vingadores”, Loki assumiu seu lado vilão e Hiddleston mostrou que sabia interpretar tanto a melancolia quanto a megalomania. O público adorou o novo Loki, tanto que o filme seguinte, “Thor: O Mundo Sombrio” (2013), foi reescrito para dar mais tempo de tela ao personagem. A avaliação de Ebert sobre “Os Vingadores” (3 de 4 estrelas) não menciona Hiddleston ou Loki fora da descrição da trama, então não se sabe se o crítico mudou de opinião. Mas o exército de fãs de Loki continua forte 15 anos depois.

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