O presidente nacional do PSD, Gilberto Kassab, afirmou que seu partido está se organizando para ter uma presença forte nas eleições do Rio de Janeiro. A declaração foi dada durante sua participação no Fórum Brasileiro de Líderes em Energia, realizado no Rio.
Kassab disse que o ex-prefeito Eduardo Paes, filiado ao PSD, é um candidato competitivo para o pleito estadual. Ele ressaltou que Paes tem a confiança do partido para decidir sobre uma possível participação em uma eleição direta para um mandato-tampão no estado.
Durante o evento, o presidente do PSD avaliou que as redes sociais mudaram a forma de se fazer campanha eleitoral. Segundo ele, não é mais necessário um “palanque físico” para alcançar o eleitor. No entanto, Kassab destacou que, no caso do Rio de Janeiro, a estratégia da legenda será focada no “corpo a corpo”.
“No Rio de Janeiro, haverá, sim, um comitê muito forte, onde estarão Eduardo Paes, governador, e Ronaldo Caiado, presidente”, afirmou Kassab aos jornalistas. A declaração reforça a intenção de uma atuação conjunta de nomes do partido na campanha fluminense.
Para o PSD, a disputa eleitoral no Rio neste ano se desenha em um cenário considerado peculiar. Isso se deve tanto ao peso da capital na definição do voto em todo o estado quanto pela possibilidade de uma solução institucional que leve a um mandato-tampão até o mês de dezembro.
Questionado sobre a decisão de Eduardo Paes, Kassab foi direto: “Se (Paes) for (concorrer ao mandato-tampão), terá todo o nosso apoio. A decisão é dele”. O presidente nacional do partido ainda completou, enfatizando a projeção do ex-prefeito: “Paes é um nome muito competitivo, com projeção estadual a partir da capital”.
A organização do partido para as eleições no Rio de Janeiro é um dos focos atuais da cúpula do PSD. A menção a Ronaldo Caiado, governador de Goiás e também filiado ao partido, indica a mobilização de lideranças nacionais para fortalecer a campanha no estado. A articulação partidária busca capitalizar a visibilidade dos dois nomes em um ano eleitoral considerado atípico.
O contexto político no Rio de Janeiro, com a possibilidade de um mandato-tampão, tem sido amplamente discutido. A definição sobre a realização de uma eleição direta para esse fim ainda depende de decisões institucionais. Enquanto isso, os partidos começam a delinear suas estratégias e alianças para o pleito.
A avaliação de Kassab sobre as campanhas modernas, menos dependentes de palanques físicos, reflete uma tendência nacional. No entanto, a opção pelo trabalho de base e pelo contato direto no Rio mostra uma estratégia adaptada ao cenário local específico. O partido aposta na combinação entre a força de suas lideranças e a atuação tradicional junto aos eleitores.
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