quinta-feira, abril 2

    O técnico Dorival Júnior ganhou um respiro no Corinthians após semanas de pressão. A pausa de nove dias para a Data Fifa fez a diretoria refletir e reforçar a decisão de mantê-lo no cargo.

    A avaliação interna é que Dorival segue sendo o melhor nome disponível no mercado. Dirigentes acreditam que substitutos em potencial não entregariam, agora, o que ele apresentou em menos de um ano de trabalho.

    Nomes como Tite e Fernando Diniz foram analisados, mas não são vistos como capazes de dar um salto imediato. Juan Pablo Vojvoda foi considerado sem o perfil ideal e sem o status para assumir o clube neste momento.

    Mesmo entre quem estava insatisfeito com a queda de rendimento, houve uma mudança. Cresceu a visão de que o elenco também precisa assumir mais responsabilidade pelos resultados.

    O executivo de futebol Marcelo Paz teve um papel importante na manutenção do técnico. Ele defende a continuidade do trabalho como o caminho mais seguro para obter resultados.

    O calendário foi outro fator. O Corinthians terá uma sequência decisiva nos próximos dois meses e vê risco em trocar de comando agora. Até a pausa para a Copa do Mundo, o time disputa a quinta fase da Copa do Brasil e seis rodadas da fase de grupos da Libertadores, seu grande objetivo.

    Dorival afirmou em conversas internas que tem confiança para levar o time longe em mata-mata. Ele apontou o Campeonato Brasileiro como o maior desafio, pela necessidade de regularidade, e por isso cobra reforços com frequência.

    Há um incômodo na diretoria com algumas declarações públicas do técnico. No entanto, o assunto é considerado superado, já que a relação entre comissão e diretoria é vista como boa.

    Dorival quer manter a base do elenco até o fim da temporada, com jogadores como André, Breno Bidon e Yuri Alberto. A diretoria reconhece a dificuldade de segurá-los na janela do segundo semestre, que costuma ser mais agressiva.

    Por isso, a avaliação é de que o ideal é manter Dorival até a Copa do Mundo. Se o desempenho não for o esperado, a pausa do Mundial pode ser usada para uma reavaliação.

    A questão financeira também influenciou. A multa rescisória de Dorival Júnior é de três salários, um valor que gira em torno de R$ 8 milhões.

    A situação do técnico se acalmou, mas os próximos jogos serão determinantes. A sequência começa pelo compromisso na Copa do Brasil, um teste imediato para a equipe que busca recuperar a confiança. A diretoria acompanha de perto e espera que a estabilidade no comando traga os resultados que o torcedor exige.

    Gabriela Borges

    Administradora de empresas pela Faculdade Alfa, Gabriela Borges (2000) é goiana de nascimento e colunista de negócios, gestão e empreendedorismo no portal OiEmpreendedores.com.br, unindo conhecimento acadêmico e visão estratégica.